sexta-feira, 27 de abril de 2012

Vinho... primeiros passos

Bastou sentirmos aquele friozinho gostoso, que logo pensamos em ficar juntinhos de quem a gente ama... na frente de uma comidinha de chuva, daquelas pra esquentar o peito, e por que não, tendo um bom vinho pra harmonizar com tudo isso.

Ah o outono tem esse poder. As folhas das árvores ganham tons avermelhados, as pessoas mais elegância, a mesa se alegra diante da preparação de pratos românticos... e aí vem a vontade de servir uma bebida igualmente elegante e digna da ocasião, um vinho!

Mas para que todo esse encanto continue, e a escolha do vinho não termine em muita frustação, algumas dicas nunca deixam de ter valia.

A primeira delas, e também a mais importante: nem sempre o preço do vinho corresponde ao seu padrão de elaboração e qualidade. Vinhos caros podem ser surpreendentes, assim como alguns baratos que venham a reverlar-se de forma agradável.

Por isso, na hora da compra, é importante ter critério.

Primeiro defina quanto quer gastar por garrafa, e quantas serão necessárias.

Depois, procure as uvas que melhor harmonizam com o prato. Algumas vinícolas inserem nos rótulos as indicações de acompanhamento.  No Brasil, a regra internacional de classificação não vale. Muitas marcas ainda usam os termos seco, meio-seco e suave, para indicar a quantidade de açúcar de cana utilizada no fabrico do vinho.

Fora do país, essa classificação diz respeito ao nível de taninos observados no vinho em conjunto com a quantidade de açúcar obtido pela fermentação da uva.

Quando o vinho é doce, muitas vezes é porque o processo utilizado permite esse ganho, mas isso será tema de outro post.

Outro detalhe, nem sempre a cor do vinho corresponde à cor da carne. Com bacalhau, por exemplo, a harmonização pede vinhos encorpados, com taninos mais aparentes, o que normalmente é obtido nos vinhos tintos, à exceção da uva chardonay.

Assim, chegamos ao supermercado! Aí você diz, Jesus tem poder! O que eu levo?

Vamos lá, e com calma.

Outra dica: os bons supermercados mantém os vinhos bons no lugar em que devem estar, e não no nível do preço. Os melhore, e mais caros, são postos no topo. Até mesmo para que nenhum carrinho quebre uma garrafa acidentalmente. E os inferiores, e mais baratos, embaixo.

Se na sua busca, você achar uma garrafa no meio da prateleira, com o preço de vinho mais barato, ou é seu dia de sorte, ou tem algum problema com a bebida, o que pede aquela conferência básica das datas, verificação do lacre, existência de bolhas permanentes dentro da garrafa e por aí vai.

Mas é o seu dia de sorte.É o vinho que você queria, no preço que precisava. Agora chegue em casa, veja a temperatura de serviço, refrigere de preferência num balde com gelo, e deguste o momento.

Na próxima compra, traga consigo todas as referências que puder, desde o vinho que gostou, até sobre vinícolas, uvas, e etc.

Até a próxima.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Santiago, Chile - 2011

Estivemos em Santiago, Capital do Chile, em setembro do ano passado.

Para quem nunca havia saído do Brasil, perceber o contraste cultural foi uma experiência fantástica.

A começar que los hermanos chilenos, tem uma cosmovisão distinta da comumente encontrada nesta pátria brasileira.

A ideia de continuidade, da vida, em especial a cotidiana, é de deixar qualquer cristão com uma vontadezinha de imitar.

Lá, na costa do Pacífico, há um quê de desprendimento que eu nunca tinha visto, nem mesmo em filmes.

Eles possuem, como gostam tanto de lembrar, quatro barreiras naturais quase intransponíveis. Ao Leste a Cordilheira dos Andes. Ao Sul a Patagônia e região Antártica, uma das mais inóspitas do mundo. Ao Oeste o Oceano Pacífico, com certeza a maior e mais formidável massa de água existente. E ao Norte, o deserto do Atacama, com seus pouco mais de 5% de umidade relativa do ar.

Além das quatro barreiras existem ainda cerca de 2.000 vulcões ativos, um sem número de terremotos anuais e frio, muito frio em algumas épocas do ano.

E, como disse, o que mais nos impressionou foi a naturalidade com que os chilenos encaram as intempéries, o desapego aos bens materiais, que eles sempre reconstroem sem nenhum remorso ou sentimento nostálgico de perda, e a eficiência em se adequarem sempre à nova realidade, demonstrada após cada mudança natural.

Isso tudo fez do Chile a economia com o oitavo melhor PIB, e uma das melhores distribuições de renda.

Visitamos Santiago, e suas estações de esqui a de Vale Nevado, a de La Parva, a de El Colorado e a mais brasileira de todas a de Farellones.

Conhecemos as cidades litorâneas de Viña del Mar, com seu luxo e cassinos e Valparaiso, o maior porto do Chile, famosa por suas casas coloridas.

Visitamos quase tudo o que podíamos em Santiago, desde a vinícola Concha Y Toro, aos parques e praças mais turísticos.

Santiago é um misto do super moderno com o clássico e histórico.

Confiram as fotos. Vou parar de escrever aqui, senão não volto a trabalhar.

Abraços a todos.

Hermam Alexander